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Operação Lótus de Aço

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 A Herança do Lótus e do Aço Tóquio, Julho de 1989. O Calor Abafa, mas a Traição Esfria o Coração. O verão japonês envolve Tóquio em um manto úmido e opressivo, um espelho perfeito do estado de alma de Amélie Boucher. Seis meses após o assassinato de Shintô Nagano, a dor não diminuiu; ela se transformou em uma sombra silenciosa e persistente. Seu amor por Shintô era um refúgio; sua morte, uma sentença. E sua culpa, uma algema que ela carrega voluntariamente. Shintô não era apenas o amor da sua vida; era um visionário. Um Yakuza que sonhava em lavar a honra de sua família com trabalho honesto, herdando os negócios legítimos do pai – uma rede de bares discretos e, o mais importante, o prestigioso estábulo de sumô "Lótus de Aço". Era ali, no coração dessa tradição milenar, que as cinzas de Shintô descansavam, guardadas por lutadores fiéis. Era o último pedaço de alma dele na Terra. Mas o legado de Shintô está definhando. Com a morte do patriarca Nagano, o clã se desintegrou, ass...

Eternidade em um Flash: Um Amor Manchado por Pólvora

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Eternidade em um Flash: Um Amor Manchado por Pólvora Se Amélie Boucher algum vez teve um grande amor verdadeiro, esse homem foi Shintô Nagano. O amor deles queimava com a intensidade de um fogo que nunca poderia ser apagado, uma paixão que os consumiu por um ano fugaz. Ambos foram forjados no cadinho da violência — ela, uma espiã e agente da INTERPOL, treinada para matar com precisão; ele, um tenente da Yakuza, um guerreiro ligado pela honra e pelo derramamento de sangue. Suas vidas estavam encharcadas pela sombra da morte, mas juntos encontraram um santuário, um lugar onde a brutalidade do mundo não podia alcançá-los. Seu amor era mais do que um romance passageiro; era uma força poderosa, que transcendia a vida de violência à qual estavam acostumados. Nos braços um do outro, descobriram uma verdade que nunca julgaram possível — uma vida que não conseguiam imaginar um sem o outro. Mas o destino é cruel, e tão rapidamente quanto o amor floresceu, foi arrancado pelo som de dois tiros. Sh...

O Calvário da Sala das Caldeiras V – Sacro Sacrilégio

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  O Calvário da Sala das Caldeiras V – Sacro Sacrilégio Música de Apoio:  "Ave Maria" (Bach/Gounod)   O corpo de Amélie estava tomado pela dor, sua mente oscilava à beira da consciência. A breve pausa lhe deu tempo suficiente para se preparar para qualquer novo tormento que eles tivessem reservado. Tentou estabilizar sua respiração, mesmo com as amarras cortando sua pele e a cadeira se encravando em sua carne. Ela suava, conseguindo sentir cada gota que deslizava fria e incômoda, como pequenos insetos rastejando por seu corpo. O ar na sala da caldeira parecia mais pesado, com o cheiro acre de suor e umidade que parecia grudar em sua pele. Dominique, agora sem o paletó e com as mangas da camisa arregaçadas se levanta de seu acento, o barulho do estalar de seus ombros anunciando sua aproximação. Sua voz ecoou pela sala a arrancando de seu estupor como um açoite que a fez estremecer.  —É hora de falar sobre sua fé, Boucher. Diga-nos, quão devota você é de suas crenças c...