As Sombras da União Soviética

 


Em 8 de dezembro de 1987, o Cadillac Fleetwood que transportava o presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachev, explodiu durante o trajeto, resultando na morte instantânea do líder soviético. A União Soviética acusou os EUA pelo atentado, enquanto os EUA responderam com acusações similares. Houve uma tentativa de atribuir o crime ao grupo de esquerda americano Weather Underground, mas os poucos membros sobreviventes negam até hoje qualquer envolvimento.

O assassinato teve repercussões graves dentro da União Soviética. Membros do Politburo, em colaboração com uma facção do alto escalão militar, formaram uma junta militar para assumir o vácuo de poder, instalando o marechal Sergei Akhromeyev como líder, enquanto o vice-presidente Anatoly Lukyanov foi preso sob acusações de conspiração no assassinato de Gorbachev.

Em 1988, Lukyanov e seus apoiadores, incluindo membros influentes do Politburo como Yegor Ligachev e Anatoly Brekov, organizaram uma oposição armada aos golpistas. No entanto, o contragolpe falhou principalmente devido ao apoio externo do Ocidente aos golpistas. Este suporte veio na forma de descendentes de russos exilados, financiados e armados pelas potências ocidentais para ajudar os golpistas. Conhecidos como Guarda Branca, esses exilados desempenharam um papel crucial em sufocar a tentativa de contragolpe. Ligachev foi preso, enquanto Brekov, popular como herói de guerra, foi impedido de ocupar cargos políticos e exilado no Cáucaso.

Os golpistas também tentaram criminalizar partidos opositores, mas a medida foi amplamente impopular, resultando apenas na proibição de opositores concorrerem a cargos políticos de alta importância.

Em 1989, sob Akhromeyev, a União Soviética declarou sua permanência no Afeganistão "a qualquer custo", enfrentou tensões crescentes com a China, reprimiu violentamente movimentos de independência na Geórgia e planejou a assimilação da região, além de envolver-se em conflitos na Polônia.

Atualmente, o governo soviético é visto como autoritário e impopular, embora continue a ser uma força antagonista e polarizadora em relação ao Ocidente. Seu comportamento militarista e agressivo contrasta com esforços para abrir o país ao mercado internacional. Muitos colaboradores do golpe são agora oligarcas notórios, introduzindo práticas ocidentais como fusões corporativas, especulação imobiliária e crime organizado na União Soviética.

No entanto, existem forças internas contrárias a este governo, preparadas para uma nova tentativa armada de contragolpe, aguardando apenas a oportunidade certa. Estas forças temem que o atual governo desastroso possa fornecer às potências europeias a desculpa ideal para desencadear uma guerra nuclear.

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