21/06/1989 - Calmaria em Kobe
Mari e Victor retornam sozinhos — mas não desacompanhados. Com eles, cinco outros indivíduos: Douglas Sato Rock, Frederico Nakajima, Mary Kingston, Konya/Yanna Kravets Koi e Wilssen De Jung. Os Oichi Top Six, ou o que restou deles.
Eles são recebidos através do protocolo de agentes suspeitos, mas depois Victor e Mari conseguem explicar que vieram sob autorização expressa de Yunuen, que não pôde vir com eles porque ficou para resolver "todo o resto". Eles também mencionam a triste notícia da morte de Anton "Vostok" Kravets.
Os Oichi Top Six são levados para a enfermaria. Após uma rápida reunião, Lacroix os congratula pelo sucesso e explica a situação de Yunuen. Ele queria que a reunião fosse mais para o lado das vitórias daquela ocasião, mas Mari acabou trazendo o foco para a morte de Vostok e os cuidados com seus amigos.
Lacroix então mudou a reunião para esta natureza. Lá, ele colocou Vostok como um operativo honorário póstumo — para que ele pudesse ser homenageado e sua família (Yanna) receber um estipêndio antes do corpo dele ser mandado para a GIAF.
Mari: "Estou cansada. Vou dormir. Talvez ao lado do namoradinho…"
Victor ficou triste.
Mari: "Tá bom, tá bom… durmo com você. Mas vou colocar um travesseiro no meio!"
Eles ficaram fazendo gracinha um com o outro até dormirem.
"Vitinho, para com isso porque eu sou sua mamãe!"
Após descansarem, Mari disse que iria ver seu namorado e amigos e perguntou se Victor queria ir com ela. Após ponderar, ele decidiu que sim — mas queria levar alguma coisa. Chocolates. Mari teve a ideia de irem falar com o cozinheiro — Trevor Pachino. Ela também mencionou que queria levar fondue e balões.
"Fondue não dá, tem que ser mantido quente," explicou Victor. Mas gostou da ideia dos balões.
Trevor: "Aqui não é chocolateria, não tenho o material. Por que vocês não compram na cidade?"
Mari: "Pensei em comprar bentō lá perto…"
Victor estranhou, achando algo muito provinciano.
Trevor: "É um presente comum no Japão. Vão falar com a Sra. Winters. Peçam licença para ir à cidade comprar bentō e preencham uma requisição de 6kg de chocolate para eu fazer umas sobremesas para a 'Festinha da Mari'."
Mari ficou triste quando lembrou da festinha dela, mas Trevor mandou ela se ajeitar — a festa ia acontecer, e também a solenidade para Vostok.
Na sala da Sra. Winters, eles preencheram a requisição para Trevor (ele assinaria depois) e pediram a licença para sair. Winters, cortês como sempre, expediu.
Mari: "Como está Lacroix?"
Sra. Winters: "Preparando-se para uma reunião com o senhor Katsura."
Mari e Victor se entreolharam. "Quem é senhor Katsura?" Mari se perguntou, antes de pegar a autorização de saída.
"Vocês têm uma hora, garotos. Façam as compras e voltem."
E Mari ainda prometeu que ia ficar de olho no chá verde que a Sra. Winters tanto gosta.
Na saída, viram Joto chegando com sua sacola carregada de relatórios. Cumprimentou Mari e Victor.
"Como você está?" perguntou Mari.
"Bem ocupado. Os Road Roaders podiam se beneficiar de uma expansão. Tenho um relatório de Yunuen…"
"Quero ver!"
"É para o chefe primeiro."
Foi Victor quem juntou as pontas. "Joto… seu sobrenome é Katsura?"
Joto corou e resmungou um raivoso e envergonhado:
"É."
Mari gritou:
"Aí que fofo!"
Antes de sair, eles observaram os protocolos de segurança. Mari foi com seu disfarce de "muçulmana da Indonésia": camisa de manga longa, calça jeans, botas de passeio e o jihab que ela comprou em Kabul. (Se ela não sabe a diferença entre o jihab de Kabul e os de Jakarta… com o japonês vai saber?) Victor usava uma jaqueta leve, calças sociais e um chapéu fedora de palha preto.
Ao saírem, Mari fazia praticamente uma linha reta até a loja de bentōs. Mas então Victor viu uma dupla de turistas — e uma delas carregava uma sacola de uma chocolateria alemã.
Victor as interpelou. Elas, que se apresentaram como Kimberly e Tessy, insistiram em acompanhá-los até a chocolateria — para divertimento da Mari e irritação do Victor.
Victor ficou mais irritado principalmente quando Kimberly o tomou pelo braço. As duas estavam claramente fascinadas por ele… e confusas com "Jasmin Kimiko", como Mari se apresentou.
As duas foram tagarelando, felizmente falando mais sobre elas do que querendo saber deles. Só queriam saber se Victor tinha namorado, o que ele ia fazer depois, se ele tinha telefone…
Mari inventou que, depois da chocolateria, eles iam para uma sessão de orações muçulmanas — o que as fez desinteressar de acompanhá-los depois, mas prometeram se encontrar nos arcades do Sannomiya Center Gai.
Victor comprou o chocolate que queria: uns com recheio de uva, numa travessa decorada com oito bombons — pelo preço de um bentō. Despediram-se das divertidas turistas. Victor, aliviado, as achava extremamente irritantes.
"Elas não ficariam chateadas de levarmos bolo nos arcades. Lá é dezão," comentou Mari.
Finalmente chegaram na venda dos bentōs. Mari pediu quatro. Victor, vendo-os sendo preparados e prontos, ficou com a pulga atrás da orelha.
Será que não teria sido melhor comprar o bentō? Mary vai acordar com fome, e o bentō enche mais a barriga que o chocolate… e é bonito e bem feito.
"A comida da Stargazer é caprichada, então não tem problema!" Mari o apaziguou.
Voltando para a Stargazer, notaram que Azizah e o pessoal da segurança da Won estavam recebendo turistas. Azizah explicou que a prefeitura pressionou para fazer uma abertura parcial para turistas no período de férias.
"É até bom para o disfarce da operação. Dá legitimidade à atração turística, tirando qualquer suspeita das 'obras'," explicou ela, parecendo bem feliz. Eles ficaram felizes por ela.
Finalmente chegaram com os presentes e substituíram Kang e Zaratova, que estavam cuidando dos cinco. Um deles acorda num sobressalto.
É Frederico Nakajima.
Todos acordaram e comeram bentō. Mary distribuiu os chocolates — coisa que Victor não gostou. Depois conversaram sobre o local e o futuro deles lá. Mari e Victor asseguraram que era apenas para protegê-los.
Deram a eles um tour pela base e, quando terminaram, era a hora da reunião com Lacroix.
Na reunião com o chefe, Lacroix disse a eles que estão sim ligados à Stargazer, porém não irão necessariamente trabalhar para a organização. Serão protegidos e farão missões de vez em quando. Eles ficarão até o dia 25 lá.
Um dia de bentōs, chocolates, turistas alemãs,
revelações de sobrenomes e promessas de proteção.
Um dia de respiro entre as tempestades.

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